Fim
Ponto final.
a verdade sempre soa meio fake.
Um blog é um acúmulo de inutilidades dispostas (ou não) de forma interessante. Tudo o mais me parece ilusão ou demagogia, salvo raríssimas exceções que não sei, por ignorância e preguiça, citar.
Me recuso a postar hoje, pela enésima vez ao longo de minha carreira bloguística, o poema "Adiamento", de Álvaro de Campos. Adio e deixo para amanhã. Talvez.
Depois de um sono vespertino, acordei cantando "Daniel na cova dos leões", da Legião Urbana. Especificamente este trecho:
Fui até meu quarto buscar-me. Lá eu estaria, com toda a certeza, rodeada por objetos que determinavam a minha expressão de humanidade. Não pude, entretanto, encontrar-me entre a poeira de meus livros e discos. Neste ponto o inferno se estabeleceu.
Pode-se acusar a solidão de mil crimes, mas jamais de falta de praticidade. Há um único critério de escolha: o nosso. Tornamo-nos, também, menos exigentes conosco. Cavalos de batalhas convertem-se em meros e sorridentes pôneis, dado que não há a necessidade de aprovação do outro.