a verdade sempre soa meio fake.

3.4.06

Fim

Ponto final.

30.3.06

Naveen Andrews esteve em meus sonhos

29.3.06

História dramática

Era uma vez uma menina que escondeu-se da chuva em um castelo de areia.

Metalingüística

Um blog é um acúmulo de inutilidades dispostas (ou não) de forma interessante. Tudo o mais me parece ilusão ou demagogia, salvo raríssimas exceções que não sei, por ignorância e preguiça, citar.

26.3.06

Adiamento

Me recuso a postar hoje, pela enésima vez ao longo de minha carreira bloguística, o poema "Adiamento", de Álvaro de Campos. Adio e deixo para amanhã. Talvez.

24.3.06

Se eu fosse discutir...

...todas as nuances de uma visita à minha mãe, escreveria um livro.

23.3.06

O fim da picada

Depois de um sono vespertino, acordei cantando "Daniel na cova dos leões", da Legião Urbana. Especificamente este trecho:

E o teu medo de ter medo de ter medo não faz
Da minha força confusão
Teu corpo é meu espelho e em ti navego
E eu sei que a tua correnteza não tem direção

Autodeclarações inconscientes e oitentistas são o fim da picada.

Anota aí

"Baladas do asfalto" é um belo disco de Zeca Baleiro.

22.3.06

Wanted: dead or alive

Fui até meu quarto buscar-me. Lá eu estaria, com toda a certeza, rodeada por objetos que determinavam a minha expressão de humanidade. Não pude, entretanto, encontrar-me entre a poeira de meus livros e discos. Neste ponto o inferno se estabeleceu.

Comprei cabelos novos

A praticidade da solidão

Pode-se acusar a solidão de mil crimes, mas jamais de falta de praticidade. Há um único critério de escolha: o nosso. Tornamo-nos, também, menos exigentes conosco. Cavalos de batalhas convertem-se em meros e sorridentes pôneis, dado que não há a necessidade de aprovação do outro.

A satisfação alimentícia, por exemplo, pode advir do mais singelo e calórico fast food; não existem discussões acerca do prato principal. O vestuário anima-se a fazer uso de velhas, confortáveis e gastas camisetas de que ninguém gosta, além do possuidor. Os discos antigos podem repetir-se, faixa a faixa, durante uma longa tarde, sem quaisquer problemas. O mesmo filme pode ser visto pela enésima vez, sem desgaste emocional em prol da película. No universo de um solitário, portanto, todas as decisões são tomadas de forma rápida e funcional, tendo por base sua exclusiva satisfação.

Simples. De uma simplicidade quase constrangedora. Às vezes chega-se ao cúmulo - enjoamos de nossas próprias formas de obtenção de prazer, e ansiamos pela presença de outrém. Esta ânsia, de qualquer modo, não anula a facilidade que constitui a fórmula básica de sobrevivência da solidão.

Evidentemente, a facilidade citada não trata da solidão em si, dado que é dificílimo estar só. Há mil crimes de que pode ser acusada a solidão, e de todos ela é culpada. Fala-se apenas de praticidade. É mais prático não ter de reescolher a si mesmo em função da prováveis predileções do outro. Há um ponto médio entre os indivíduos; é bastante trabalhoso encontrá-lo sem recorrer à imposição ou à auto-anulação.

O pensar egoísta é mais sucinto, direto e descomplicado, além de silencioso. Irritante e deliciosamente prático.